
Nome: Elano Blumer
País: Brasil
Naturalidade: Iracemápolis/SP
Data de Nascimento: 14 de Junho de 1981
Posição: Meia
Clube atual: Manchester City
Bate-bola com Elano
Elano bate uma bolinha com o internauta e fala sobre os momentos mais
marcantes de sua carreira desde os tempos de Guarani, quando começou
com 13 anos. Sua primeira temporada no futebol inglês, os títulos
no Santos, a Seleção Brasileira e mais curiosidades do craque
brasileiro você confere aqui.
Início
Quando decidiu que seria um jogador de futebol?
Encarei o futebol como minha vida a partir dos 13 anos quando fui para
o Guarani. Morei em Campinas sozinho durante cinco anos e via nos juniores
o Luizão, o Amoroso e o Renato (seu futuro parceiro no Santos).
Me inspirei neles.
Como chegou ao Guarani?
Fui criado em Iracemápolis, com apenas 20 mil habitantes e assustei
um pouco quando fui fazer o teste no Guarani. Eram 600 moleques buscando
um mesmo sonho.
E lá, como foi?
Foram cinco anos vendo os jogadores mais velhos, convivendo na concentração,
treinando muito. Aprendi ali a dar valor ao trabalho.
E como foi sua passagem pela Inter de Limeira?
Fiquei apenas quatro meses, mas foi um período importante para
meu amadurecimento.
Como foi para o Santos?
Cheguei no Santos em 2000, ainda na categoria júnior, mas logo
depois da Copa São Paulo subi para os profissionais. O técnico
era o Giba. Depois joguei com o Geninho, Cabralzinho, Celso Roth, Serginho
Chulapa e Leão.
E no profissional como foi sua ascensão?
Em 2001, mesmo sendo um dos mais novos do elenco, fui o atleta que mais
atuou pelo Santos.
Quais foram os momentos mais marcantes no Santos?
Sem dúvida o título brasileiro sobre o Corinthians vai ficar
marcado para sempre. Derrubamos um tabu de 18 anos sem título do
Santos. O bi em 2004 também não vou esquecer. Minha estréia,
em 2000, contra o Mogi Mirim foi também um momento marcante na
minha passagem pela Vila.
E os gols mais importantes pelo peixe?
O gol mais importante foi na decisão do Campeonato Brasileiro de
2002, contra o Corinthians, no Morumbi. Estávamos perdendo de 2
a 1. Fiz o gol de empate e o Léo virou. Tiramos o Santos da fila.
Foi incrível.
Como foi sua passagem pelo futebol ucraniano?
Fiquei três temporadas no Shakhtar, num frio danado. Foi difícil
pelo lado social, que não existia, especialmente para a minha família.
Mas em campo foi bom. Conquistei três títulos e fui o primeiro
brasileiro a ser convocado para a Seleção Brasileira atuando
no Leste Europeu.
Quais foram os principais momentos da sua carreira?
Os títulos pelo Santos, minha primeira convocação
para a seleção brasileira, o título da Copa América,
e, claro, o jogo contra a Argentina, em Londres (Elano marcou dois golaços
na vitória por 3 a 0, no estádio do Arsenal).
Um jogo inesquecível?
Brasil 3 x 0 Argentina, dia 03/09/2006, no Emirates Stadium, em Londres.
Aquele foi o dia mais feliz da minha vida depois do nascimento de minha
filha.
Golaços?
Fiz um no Pacaembu, contra o Juventus, pelo Paulistão.
E o de falta, neste ano, pelo Manchester City contra o Newcastle.
Gosta de exercer mais de uma função em campo?
Claro. Criei minha identidade assim e isso me ajudou muito a crescer.
No futebol atual, todo treinador valoriza o jogador versátil. Me
sinto à vontade para fazer várias funções.
Você é um jogador tático. Pensa em ser técnico?
Não penso em ser técnico, mas já pensei em ser comentarista.
É uma coisa que gosto muito e acompanho o trabalho de todos.
Ídolo no futebol?
Sempre admirei muito o Romário, mas também gosto de ver
os ”Ronaldos” e o Roberto Carlos, entre outras feras que tem
por aí.
Elano jogador?
Muito determinado no trabalho e sempre disposto a fazer o possível
em campo desde que seja para buscar a vitória.
Elano por Elano?
Família em primeiro lugar. Humilde, sincero e determinado.
Sobre a Inglaterra. Como avalia sua primeira temporada no Manchester
City?
Um ano muito produtivo, apesar de o time não ter alcançado
a classificação para a Copa da UEFA. Mas minha performance
foi muito boa. Tive uma adaptação rápida, marquei
nove gols e saio de férias muito feliz pela temporada que se passou.
Em campo, o que mudou para você?
Rapidamente conquistei um espaço no time. Atuei na maioria das
vezes na armação das jogadas, próximo aos atacantes.
Aos poucos os ingleses foram me conhecendo melhor e logo me tornei uma
referência para o City. É muito gratificante ter esse reconhecimento
do torcedor, da comissão técnica e dos jogadores.
Os ingleses descobriram que você pode atuar com outras funções?
Demorou um pouco, mas depois cheguei a atuar de volante e de lateral-direito.
Isso me satisfaz. Tinha um certo receio de não conseguir fazer
mais de uma função aqui, que é um futebol muito tático.
Mas deu tudo certo e todos já sabem que podem contar comigo.
Quais foram as principais dificuldades que você encontrou na
Inglaterra?
O início do segundo turno do Campeonato Inglês foi bem complicado.
A virada de tempo muda muita coisa na Inglaterra, os campos ficam com
neve, o futebol fica mais com bolas aéreas e eu também me
machuquei. Esse período de inverno foi o mais complicado.
O que mais te impressionou no futebol inglês?
Grandes investimentos, grandes jogadores, organização impecável
e um respeito do torcedor que no Brasil você nunca imagina ter.
Qual sua projeção para a temporada 2008/09?
Temos um grande time, mas faltam algumas peças. Ouço falar
que virão alguns importantes reforços para o próximo
ano e o time vai ficar melhor. Torço para que venham brasileiros.
Acredito que na próxima temporada vamos conquistar uma vaga em
copas européias.
Uma lembrança marcante?
No jogo contra Fulham, o último em casa, estávamos vencendo
por 2 a 0 e tomamos a virada por 3 a 2 no segundo tempo. Fomos de cabeça
baixa para o vestiário, mas voltamos ao campo para nos despedir
dos torcedores. Isso é comum na última rodada em casa aqui
na Inglaterra. Quando subimos novamente para o campo a torcida fez uma
grande festa para os jogadores reconhecendo nossa boa campanha. Fiquei
impressionado com o respeito que eles têm com a gente. Foi muito
legal! Nunca esperava ser tão aplaudido após um resultado
ruim.